Ela era linda, alta, magra, uma verdadeira top model. Esbanjava sensualidade, seu poder de sedução exalava pelos poros. Vê-la era um êxtase, o mundo se ajoelhava a seus pés. Durante anos fez sucesso, acostumou-se ao movimento das cabeças que viravam para admirá-la. Sentia-se poderosa, mas infeliz. Nada e ninguém preenchia o seu coração.
Com o passar do tempo, a sensação de vazio piorou, a agenda começou a esvaziar também, não era mais solicitada. Mesmo linda, julgava-se "velha" , sobrepujada por belezas mais jovens.Sentia-se insegura, abandonada, mal amada. Será que uma cirurgia plástica resolveria aquele sentimento? Quem sabe, um novo amor, de preferência descartável, só para assegurar que ainda era desejada...
Era tão bonita, dependente da sua imagem exterior, viciada nos olhos dos outros. Perdeu-se de si ao colocar o ponto de referência no que é externo, quando o segredo da vida está justamente no movimento contrário.
A "cirurgia" necessária é transferir o ponto de referência de fora para dentro e isso se faz com desapego em relação ao passado, se faz vivendo o momento presente, aceitando-o como ele vem.
O relacionamento mais importante de qualquer mulher deve ser aquele com ela mesma. É ela quem precisa se olhar com olhos de dentro, respeitar sua natureza e encontrar sua essência. A maneira como a mulher se percebe é a base através da qual ela se torna capaz de amar e ser amada, criando assim genuíno poder: o poder do coração, o poder do espírito. Se a mulher perde o contato com a fonte de amor-próprio, perde também a capacidade de amar e de cuidar dos outros. Ninguém dará nada consistente a ninguém enquanto seu coração estiver vazio.
Muitas mulheres se afastam do principal, algumas se doam ao homem e a família até a exaustão ou, pior, até o ressentimento (por não se sentirem apoiadas emocionalmente em troca). Outras estão tão ocupadas com o trabalho ou a aparência a ponto de não terem tempo ou energia para cuidarem de si mesmas, todas estarão susceptíveis às síndromes da atualidade como depressão, ansiedade, angústia, fadiga crônica, solidão. Mulheres que fazem muito e sentem pouco perdem a conexão com seu poder de deusa, sua autoridade de sábia, sua postura de rainha. viram alvos de doenças associadas ao desamor.
O verdadeiro alimento da alma feminina não vem dos relacionamentos, mas do nosso eu mais profundo, do nosso silêncio interior. E uma das forma de atingir esse silêncio é a meditação. Toda mulher pode acessar o "campo da pura potencialidade", onde reside a criatividade, o amor e a inteligência que permeiam todo universo, a partir de um coração pleno de amor universal, a mulher poderá doar-se sem esforço, quando a alma é saciada, acabam as expectativas ilusórias, cessa a necessidade de "amor ideal", algo sempre sonhado e nunca atingido.
É só partir dessa auto-suficiência, paradoxalmente, que é possível desenvolver relacionamentos profundos e completos.
As antigas tradições nos lembram que viemos ao mundo por uma única razão: Amar. Temos o poder de trazer o Céu, a Terra fazendo com que o amor incondicional brote no nosso coração.
Esse é o único, o verdadeiro poder.
Foto Silene
4 comentários:
oie prima!!!
adorei seu blog lindaum!!!
é mto bunitoh msm!!!
adoro vc viu...
bjus
Minha querida, o blog está a sua cara,cada tema conta um pouco de sua sensiblilidade, de como você vê e encara a vida, continue a nos pesentear com suas doces palavras, enquanto aguardamos seu livro...Beijo Grande!!
Que isso sirva de lição para as mulheres que se deixam ser influênciadas por essa indústria medíocre do modismo, da beleza a qualquer preo e custo.
Parabéns!!
show de bola!!!!
vc é inteligente,criativa, especial e muitas outras coisas que ficaria horas escrevendo.....
bjoss
Postar um comentário