sábado, 22 de agosto de 2009

Deixe-se em PAZ


Imagine-se numa quietude inabalável, sem problemas e decisões difíceis a serem tomadas. Imagine que o mundo não tem mais injustiças de nenhum tipo e nada para abalar sua tranqüilidade. Enfim, imagine uma harmonia estável, constante e ininterrupta. Parece impossível? E é. A paz, que é o assunto deste texto, não tem nada a ver com um mundo perfeito, sem conflitos. Ainda bem, aliás, porque os conflitos são a matérias-primas da realidade, são a trama da vida. Paz, dizem às pessoas que a estudam e a conhecem, é o que se ganha quando se aprende a lidar com eles. E é sobre isso que vou escrever hoje: como tentar construir nossa paz e transmiti-la. Convenhamos, o mundo anda carente disso.
Quando se fala em conflito, é comum a gente pensar em um confronto com outra pessoa. Mas os conflitos, dizem os especialistas, moram dentro da gente. Já ouviu falar que “quando um não quer, dois não brigam”? É isso. Em geral, entramos em conflito quando nossas necessidades não estão sendo atendidas. Sim, necessidades, aquelas coisas essenciais à vida, como comer, dormir e ser amado. Acontece que dificilmente dizemos claramente nossas necessidades, porque mesmo as mais básicas vêm ricamente embaladas em desejos e gostos pessoais. Necessitamos, por exemplo, de nutrição e saúde, por isso queremos comida. Sentimos necessidade de diversão, por isso queremos ver TV. Precisamos de segurança e intimidade, por isso queremos companhia. Quando a gestante decide que “precisa” cuscuz, na verdade ela está com fome. Mas, em meio àquela tempestade hormonal típica da gravidez, o cuscuz é a única coisa em que ela consegue pensar sem sentir que vai virar do avesso. Pronto. Está armada a confusão entre necessidade e desejo. E tome conflito para convencer o marido a sair à caça de um cuscuz. Moral da história: o primeiro passo para quem quer viver numa boa é conhecer os próprios desejos e necessidades. E não confundi-los.
Desligue o automático
Maria ia tranqüilamente para o trabalho numa manhã de sol. Tão tranqüila que não viu o carro que vinha atrás e o fechou. Em retribuição, o outro motorista a saudou com palavrões. Maria pediu desculpas. E ganhou outros impropérios em troca. Sem saber o que fazer, ela lembrou um ensinamento de sua manicure a um sobrinho: “Na hora da raiva, em vez de mostrar o dedinho feio, é muito melhor mandar um beijo”. Foi o que ela fez, interrompendo o motorista, que ainda declamava seu repertório de insultos. “Ele ficou completamente surpreso e desarmado. No final, já estava mandando beijo também.”
Imagine se Maria, num reflexo, saísse a xingar o sujeito. Adeus, bom dia. “Em vez de entrar na mesma esfera de energia, de violência, de rudez, de agressão, a gente pode entender e responder de uma forma não agressiva”, diz a monja Coen, do Mosteiro ZaZen, de São Paulo. Não que seja fácil modificar velhos hábitos – para quem não é monge. Mas também não é impossível.
Assuma o que sente
O primeiro passo é observar as próprias emoções. Costumamos achar que nos conhecemos bastante e podemos agir só com o raciocínio. Mas a verdade é que os acontecimentos cotidianos afetam nossas emoções, e isso faz toda a diferença. Partindo dos mesmos fatos, mas montado em emoções diferentes, nosso raciocínio é capaz de chegar a conclusões (e atitudes) completamente distintas. E às vezes dignas de arrependimento. Isso porque o pensamento não dá conta de todas as variáveis da realidade. “Toda razão, por melhor e mais tempo pensada, é incompleta, o que obriga que não haja decisão sem risco, sem afeto.”
A dica é velha, e por isso mesmo preciosa: em uma situação de confronto, pare e observe a si mesmo – se não deu para parar, analise depois. Você está nervoso? Por quê? Pode ser uma dor de cabeça que tirou o humor, um mal-entendido com alguém, uma ansiedade pela notícia de algum parente, uma noite mal dormida. Não, não é fácil descobrir. Facilita se tem alguém para ajudar. Mas dá para fazer sozinho, também. E com a prática fica mais rápido.
É claro que, ao espiar o próprio umbigo, periga você achar o que não queria ver: raiva do pai ou da mãe, do filho, da filha, do namorado, da namorada, da secretária, do boy, do motorista, culpa por uma atitude muito errada do passado, aquela invejazinha do sucesso do irmão, ou o irmão de cuca fresca, o transito, a dieta, o calor, o frio.... Não adianta fingir que não viu. Segundo os especialistas, esconder os sentimentos ruins não vai fazê-los ir embora, só vai deixá-los lá, criando conflito e tirando sua paz. A raiva, o egoísmo a prepotência, fazem parte da natureza humana. Todo mundo sente, você também. E não vá sair por aí culpando as outras pessoas por isso.
Respire, respire mais uma vez, se for preciso conte até dez, mas dei-se em PAZ...

terça-feira, 14 de abril de 2009

Cada dia que nasce....


A vida proporciona a todos, bons motivos para que se sintam felizes e em paz consigo mesmo! Por isso, todos, sem exceção, ao acordarmos pela manhã, temos a possabilidade de criarmos e darmos um sentido melhor a tudo o que pensamos, sentimos e fazemos, basta estarmos dispostos a isso.

Na verdade, errar é algo que faz parte do contexto, o que não vale e "não pode" é cometermos erros recorrentes, repetitivos, que denotam falta de cuidado sobre nossos atos. Muito do que acontece no meio externo é consequência, ou seja, é resultado de escolhas internas, daquilo que, em determinado momento, nós acreditamos(por opção ou por falta dela) que seria o melhor a fazer e fizemos.

Reconhecer o que precisa ser corrigido é o primenro passo para a evolução do caminho a percorrer. Acumular frustações e insatisfações, sem resolvê-las, gera muitos sintomas físicos e diversas doenças psicosomáticas.

Manter pensamentos destrutivos e carregar situações mal resolvidas por longo período de tempo desestabiliza todo aspecto emocional, interfere negativamente nas relações sociais e familiares.

É preciso ser flexível consigo mesmo e com a vida. Aceitar os limites e se esforçar para acumular e preservar, dentro da própria mente, um volume razoável de bons pensamentos e de boas ações, para que essa "energia positiva" seja, diariamente, "desejada" em nosso corpo, proporcionando nos uma ótima sensação de bem estar e desejo de continuar a viver a vida em sua plenitude.

Pensar apenas no que não deu certo e nas escolhas erradas que fizemos, só alimenta a tristeza e a ilusão de que não temos capacidade de produzirmos coisas boas e atraírmos boa sorte.

Nem sempre o mérito das boas atitudes vem rapidamente, mas se persistirmos e nos mantermos centrados nelas, no tempo e na hora certa, estaremos colhendo os bons frutos, mas para isso acontecer é preciso que haja determinação, amor próprio e dedicação no que tem que ser feito.

A cada dia que nasce, surpreenda-se com novas e melhores atitudes para você mesmo, cuide de sua saúde física e mental, e não aceite que nada nem ninguém tire a sua alegria de viver, e lembre-se: as boas oportunidades existem para todos, crie as suas!!!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Tempo


Tenho refletido bastante sobre o tempo, o tempo em todas as dimensões. Sobre o valor do tempo e o peso de sua escassez, mal do século. Me pego pesando que quando Vinícius de Moraes escreveu "Meu tempo é quando", deixou suspensas interrogações e infinitas possibilidades. Parafraseando o poeta, eu escreveria "Meu tempo é hoje", concreto, palpável, finito, veloz.
Hoje, depois de outro hoje, depois de outro ainda mais urgente hoje. E para quê? "Vivemos de maneira tão maluca", somos condicionados a nunca parar de acumular. Juntamos de tudo: dinheiro, experiência, conhecimento, sons, doenças, palavras, marcas, traumas... Mas, chega uma hora em que temos que fazer a curva, começar a abrir mão, jogar fora o que não serve, dispensar. Ao nos darmos conta disso será que mudamos a nossa inserção no tempo?!
O tempo como principal maestro da vida nos impulsiona a jogar fora algumas coisas, faz nascer outras, um tempo de qualidade diferente, um tempo de correção, um tempo pra cultivar o que quer que germine.
A relação com temporalidade e as fases da vida são muito interessantes, na primeira fase da vida corremos junto com o tempo, não queremos que ele nos pegue.É como se fôssemos o primeiro da maratona: o tempo está no nosso calcanhar e queremos vencer a prova.
Depois de uma certa idade deixamos o tempo passar à nossa frente.Não temos mais medo dele, e até falamos: "Passa tempo, passa, porque você me transforma, e eu não fujo de você".
Será que o grande objetivo é silenciar a mente para aguçar a percepção imediata. As mulheres fazem isso melhor que os homens, elas lidam melhor com o tempo, sem desespero e não dissimulam nada. Elas são íntegras, dizem a verdade e tem uma sabedoria estável diante da vida.
Quando temos 20 anos não podemos ficar numa atitude contemplativa, mas quem já fez 40 precisa encontrar tempo pra ficar quieta, prestar atenção, olhar o que acontece em volta. Porque vivemos de uma maneira maluca. nossa bagagem nos trouxe até aqui, mas será que no fazer a curva, jogar o que não serve não temos também que nos esvaziar de um monte de vozes, de discursos, de sabores. Isso tudo nos trouxe até aqui, mas é preciso se abrir para outras percepções, pois o acumulo atrapalha. Observe sua pilha de coisas, isso é sua vida?
Não, a vida não é só isso. Se nos dermos conta que a vida não é só isso, mudamos a nossa inserção no tempo.
O que eu noto é que as esperanças do passado acabaram, porém o medo do futuro é enorme, e com os avanços tecnológicos, as pessoas agora têm a chance de viver mais, e querem isso, mas acho que fica uma pergunta, como vou me virar neste mundo com tantas incertezas? Parece que isso causa uma espécie de pânico rebaixado, que vem a ser um temor contido, do qual ninguém fala abertamente, mas que está sempre presente.
Que importância damos aos valores fundamentais para a manutenção da vida que é o nosso bem comum supremo e finito. Lembrar que a transformação está nas pequenas ações, baseadas no amor, na tolerância, na paz, na ética. São essas pequenas coisas, esses valores que tem o poder de organizar o mundo confuso.
Eu li algo que falava sobre solidão no século XXI, era mais ou menos assim: "As pessoas sentem necessidade de encontrar alguém que as conheça de verdade. Isso vem antes do desejo de ter companhia, de pertencer a um grupo, de ter parceiros para acasalar, até de serem amadas. A solidão é o estado de quem não tem ninguém que se interessa por conhece-la. Um terapeuta pode ajudar porque ele faz essa troca em cada sessão, e nessa relação a pessoa solitária ou não , também se conhece. Essa troca é de amor, que pode criticar e apontar falhas, mas não julgar.
Pensando muito no "tempo", nas dobras do tempo...
Dizem que ele não para. Que tem um feitiço que não se explica.
Quem tentou explicar disse que ele era relativo. De fato: o tempo depende de para que...
Penso em algumas situações...
-Um delicioso beijo, o tempo podia parar...
-A arte de repousar hoje, parece coisa do passado...
-O fóssil é uma testemunha do tempo. A pedra também...
-Usain Bolt: nas Olimpíadas de Pequim, o recorde dos 100 metros raso do homem mais veloz do mundo...
-Nove meses inesquecíveis: o tempo de espera e do milagre. Quando a gente quer que o tempo voe...
-O Jet lag acusa os efeitos do descompasso entre o ritmo biológico e o do relógio causado pela diferença de fuso horário...
-Paz, quietude, meditação e fé: uma porta para outra dimensão temporal...
-Virtual e real: a tecnologia não cessa de criar maneiras de eternizar o instante. Mas ele já passou e o que resta é sua imagem congelada...
- O coelho em Alice no País das Maravilhas: "Ai, ai, meu Deus, alô, Adeus. É tarde, é tarde!"
Em muitos momentos gostaria de poder chamar o "Senhor do Tempo" e pedir: Pare o tempo, para que eu possa aproveitar mais esse momento, de tão delicioso, mas também há momentos em que gostaria de pedir: Corra com o tempo, para que o momento triste passe rápido, se tivéssemos esse poder....
Meu tempo é quando....